Sobre Rodrigo Fernandes

Tenho 30 anos, sou professor de Inglês e Ensino da Arte na cidade de Umarizal, no interior do Rio Grande do Norte. Minha história atuando como desenhista e, algumas vezes, como arte-finalista apenas, não é muito longa. Mas, acreditem, passei a gostar muito mais de viver quando consegui então mostrar meus trabalhos a pessoas do meio quadrinhistico. O ano é o distante 2002, quando então morava em Natal. (e que saudade eu tenho daquela época) Em uma tarde tediosa, caminhava na avenida onde fica o prédio da prefeitura, nesta mesma se encontra alguns sebos. Revistas antigas, livros, uma infinidade de bugigangas. Quando entro em uma dessas lojas, me deparo com um anuncio afixado na parede, sobre uma reunião na Capitania das Artes de um grupo de desenhistas e roteiristas de quadrinhos, na verdade era um convite para quem quisesse participar do encontro. “Nossa, to dentro”, Pensei. Participei dessas discussões por 2 anos e alguns meses. Conheci Miguel, Lula Borges, Wendell, e vejam só, não parei mais. O que antes era apenas uma paixão de criança por super-heróis e tudo relacionado a esse tema, se transformou em algo mais forte, algo sério. Eram muito divertidos aqueles bate papos descontraídos, falávamos de grandes artistas do meio, às vezes eram fortes as opiniões dos presentes, mas era muito bacana. Eles tinham suas próprias criações, seus próprios super-heróis e universos. Era espetacular, vertiginoso, eu queria fazer parte daqueles mundos, queria algo meu lá. Então, em uma noite de insônia, fiz alguns rabiscos de um herói uniformizado, meio parecido com o Demolidor, Cvaleiro da Lua (o capuz), sei lá. Então, no dia seguinte, corri lá para Wendell, afim de mostrar meus esboços a ele, a procura de uma orientação. Não é fácil criar personagens, tudo parece a mesma coisa hoje em dia nos quadrinhos. Wendell, além de ser um artista formidável, sabe ser gentil com os amigos. Olhou pacientemente meus rabiscos e disse que tava boa a minha idéia. Deus! Era tudo que eu esperava. Criar o resto e definir a aparência do vigilante (ele não iria se valer de super-poderes para combater o crime, é bom frisar), foi fácil. Desenvolvi uma origem, tive a não menos importante ajuda de Miguel para tal contenda, e desenhei sua primeira história. O BISPO fez sua estréia em um zine chamado ATAQUE EXTREMO, do próprio Miguel. Amigo leitor, minhas pretensões como cartunista não são audaciosas. Realiza-me e me deixa muito feliz trabalhar para fanzines como este de Miguel, ou o famosíssimo HERÓIS BRAZUCAS do amigo leal Francinildo Sena, que é o pai do alienígena super poderoso que usa a alcunha de CRÂNIO. Para alguém que não tem muito tempo nesse ramo, sou um sortudo de carteirinha. Francinildo me confia os lápis de sua cria há alguns anos, não poderia ser mais satisfatório para um novato. Este sou eu!

1 Response to "Sobre Rodrigo Fernandes"

  1. Vitoria e 25 de maio de 2010 07:21
    Parabéns meu amor pelos seus trabalhos..seu blog ta liindOO!!! bjooooooooooos!!!

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